Já virou rotina nos jogos da seleção brasileira de futsal no Grand Prix, em Brusque: na hora do anúncio dos jogadores, o fixo Léo Santana só não é mais aplaudido do que Falcão. Após as partidas, é um dos mais requisitados para fotos e autógrafos. Todo mundo no ginásio quer levar uma lembrança do camisa 8. Mas de onde surgiu essa admiração por ele?

Léo Santana jogou muito pouco no Brasil. Disputou apenas parte de uma Liga Nacional de Futsal, pelo Praia Clube, há quase dez anos. Foi para o Cazaquistão, para a Rússia e hoje brilha com a camisa do Barcelona, na Espanha. Essa foi a primeira convocação para a seleção brasileira. O suficiente para cair nas graças dos torcedores, que nem o conheciam antes da competição.

Ricardo Artifon

Léo Santana comemora gol do Brasil no Grand Prix

E como isso aconteceu? Nem o próprio Léo sabe dizer. Mas aproveita a fama e o carinho, conquistada com muita entrega dentro de quadra.

– Estou sem palavras, cara. Hoje, quando anunciaram meu nome, eu vi todo mundo batendo palma, gritando. Acho que é por causa da minha entrega, eu sou um cara que me entrego muito pelos times que jogo. Vai ser assim em todos os jogos. O povo brasileiro gosta disso, da pessoa trabalhadora, que se entrega, se doa ao máximo. Acho que é por isso – falou.

– Eu não esperava, confesso. Quando cheguei, vi que as pessoas não me conheciam. Mas em pouco tempo eu tenho conseguido isso. Para mim é prova de que estou fazendo um bom trabalho fora do país. Espero um dia poder fazer isso aqui, tenho o sonho de jogar uma Liga Nacional. Quem sabe posso transformar esse calor no de um time que eu jogar aqui.

A cada gol feito no Grand Prix – foram três até agora – o camisa 8 pede pra torcida levantar, gritar e empurrar a seleção. Também costuma fazer isso na defesa. E os fãs correspondem. Léo se tornou um dos grandes personagens do Grand Prix em Brusque.

– É a minha característica. Eu faço isso de chamar o público quando tiro uma bola, quando eu faço um gol, em todos os meus lances. Faço isso no clube e aqui. E eu acho que é por isso. O povo brasileiro gosta disso, da pessoa que tem esse calor – contou.

E na vitória por 9 a 4 sobre a República Tcheca, neste sábado, Léo Santana teve uma torcida ainda mais especial: a família dele saiu de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e chegou de surpresa para acompanhar a partida. Uniformizado, o fã clube ganhou dedicatória após o gol e foto especial com o jogador.

Ricardo Artifon

Léo Santana na partida contra a Costa Rica

– Incrível, isso. Minha família fez uma surpresa pra mim, eles são de Minas e viajaram mais de mil quilômetros para me ver jogar. Poder dar essa vitória para eles depois dessa viagem que fizeram, ainda mais fazer um gol, vai ser uma coisa que jamais vou esquecer – completou.

Neste domingo, às 10h, o Brasil faz a final do Grand Prix, contra a República Tcheca, com transmissão do SporTV. Com a raça de Léo Santana em quadra, a idolatria dos torcedores de Brusque e a família pé-quente na arquibancada!