Revelado pelo Minas, Nando tinha apenas 24 anos quando deixou o Brasil em 2012. O destino foi a Rússia, país acostumado a naturalizar brasileiros com potencial de seleção. Logo em seu primeiro mês no Dínamo de Moscou, o ala recebeu a primeira proposta de naturalização. Mesmo tentado a aceitar, Nando resistiu na expectativa de disputar um Mundial pelo Brasil. Sete anos depois, a oportunidade bateu na porta do mineiro de Belo Horizonte. Convocado para os amistosos contra Portugal e Espanha, Nando é uma das armas da equipe comandada por Marquinhos Xavier.

Depois de duas vitórias sobre os portugueses (6 a 1 e 4 a 0), a equipe brasileira enfrenta a Espanha neste domingo, às 15h. A partida acontece na cidade espanhola de Cáceres, às 15h (de Brasília) com transmissão ao vivo do SporTV2. Na terça, será a vez de os times duelarem às 16h, em Madri. O SporTV2 também transmite esse confronto.

FPF

Nando em ação contra Portugal: vitórias marcantes

– Assim que cheguei no Dínamo de Moscou em 2012, o presidente me ofereceu o passaporte. O time já tinha quatro brasileiros naturalizados, mas a princípio não aceitei, porque ainda queria atuar pela seleção brasileira. Hoje estou aqui convocado para estes amistosos importantes. Os torcedores podem esperar muita entrega e muito trabalho, que são sempre as minhas marcas. Costumo deixar minha vida na quadra e com a seleção não vai ser diferente – disse Nando, atualmente com 31 anos.

Ainda pouco conhecido no Brasil, o mineiro vem fazendo fama no futsal russo desde que chegou ao país euro-asiático. Nas cinco temporadas pelo Dínamo de Moscou, foram diversos títulos, com destaque para a conquista do Mundial Interclubes em 2013.

Após deixar o clube da capital em 2017, Nando foi atuar no tradicional Gazprom-Ugra. As boas atuações do canhoto de 1,79m chamaram a atenção do técnico Marquinhos Xavier, que o convocou para os quatro importantes amistosos na Europa.

Dínamo de Moscou

Nando com a camisa do Dínamo de Moscou, seu ex-clube

– Acredito que eu tenho potencial para estar na lista final do Mundial 2020, mas claro que respeito todos os companheiros que aqui estão e outros que não foram chamados nessa convocação. Cheguei aqui com humildade para trabalhar e conquistar meu espaço – frisou.

Mesmo com sete anos de Rússia, Nando ainda estranha o temperamento mais fechado da população local. Pensando em voltar ao Brasil no futuro, ele tem na companhia dos demais brasileiros o seu principal alicerce contra a solidão no gélido país euro-asiático.

– Meu começo na Rússia foi complicado, pelo idioma, cultura e clima. Mas, ao passar dos anos, fui me acostumando e sempre fui um cara caseiro, então quando saio vou para restaurantes ou então na casa dos brasileiros onde nos reunimos sempre. Penso muito em voltar ao Brasil, ficar perto da família, mas ainda não é o momento. Tive algumas propostas, deixo as portas abertas, mas o meu pensamento é continuar na Rússia por mais um tempo – finalizou.