O Atlântico URI Erechim/RS e Corinthians Paulista/SP voltaram a se enfrentar em quadra, desta vez por uma das semifinais da 44ª Taça Brasil de Clubes de Futsal – Adulto Masculino – Divisão Especial, no Ginásio Arrudão em Francisco Beltrão/PR. O Atlântico, atual campeão gaúcho, chegou à semifinal como segundo colocado do Grupo E1 (duas vitórias, um empate e uma derrota) e o Corinthians, campeão paulista e da Liga Nacional 2016, por sua vez, foi o primeiro colocado do Grupo E2 com 100% de aproveitamento (quatro vitórias e quatro jogos). O outro confronto da noite foi entre o Joinville/SC (primeiro do Grupo E1) e Minas/MG (segundo do grupo E2) onde a equipe catarinense levou a melhor pelo placar de 2 a 1.

Sérgio Lacerda, treinador do Galo verde-rubro, entrou com Djony, Grillo, Murilo, Dudu e Keké. Por sua vez, André Bié, treinador do Alvinegro paulista, iniciou o confronto com Guitta, Nenê, Leandro Caires, Pepita e Johnny.

Um confronto de duas grandes equipes com um histórico de grandes duelos nas últimas temporadas. E assim foi mais uma vez: um jogo espetacular, com grandes lances e muita movimentação em quadra. Ganhou a torcida que lotou o Ginásio Arrudão. Apesar das diversas oportunidades criadas Djony e Guitta, dois goleiros com passagens pela Seleção Brasileira de Futsal, fecharam suas metas na primeira metade da etapa inicial. Aos 14 minutos da primeira etapa, em falta muito discutida, o árbitro deu falta contra o Atlântico e mostrou cartão amarelo para o atleta Keké. Como era o seu segundo amarelo no jogo, Keké foi excluído do jogo e o Atlântico ficou com um homem a menos em quadra. Na cobrança da falta Johnny, pivô do Corinthians, marcou para os paulistas: 1 a 0. A partir deste momento os atletas do verde-rubro equilibraram as ações e desperdiçaram várias chances, inclusive com bola na trave. Faltando 15 segundos Bruno Petry bateu para uma defesa de cinema de Guitta. E assim terminou o primeiro tempo: Corinthians 1 X 0 Atlântico.

O segundo tempo foi novamente uma batalha. O Atlântico foi ao ataque na busca de um gol que poderia levar o confronto para a prorrogação. Nos contra-ataques os paulistas levavam muito perigo, exigindo muito do goleiro Djony que fez excelentes defesas. Aos 7 minutos do segundo tempo Murilo fez grande jogada chutando duas vezes para defesas incríveis de Guitta, mas na sobra Bruno Petry não pedoou e fez para os gaúchos, empatando o jogo: 1 a 1. O Atlântico seguiu pressionando e, aos 12min37seg, Grillo marcou para o verde-rubro virando a partida: 2 a 1. O Corinthians entrou com goleiro-linha e foi para cima. Num destes ataques, numa bola cruzada, Vilian tenta afastar, cortando a trajetória da bola mas desviando contra a própria meta do Atlântico enganando Djony que não pode fazer nada. Estava empatado novamente o placar: 2 a 2. Final de jogo: Corinthians 2 X 2 Atlântico. Com este resultado o jogo foi para a prorrogação, em dois tempos de 5 minutos cada.

Por ter melhor retrospecto na fase de classificação ao Corinthians bastava o empate. Ao Atlântico só a vitória interessava. O Alvinegro iniciou cadenciando a partida. Com as faltas acumuladas, as equipes iniciaram a prorrogação igualados em  quatro faltas cada. Faltando 2min30seg para o final da primeira etapa da prorrogação os paulistas cometeram a sua quinta falta. No início da segunda etapa da prorrogação Grillo entrou como goleiro-linha para o Atlântico. A pressão foi muito grande já que só a vitória interessava ao Galo erechinense. Faltando 1min39seg Vilian marca para o Galo: 3 a 2. Para dar ainda mais emoção ao confronto, Pepita marca o terceiro gol do Corinthians e empata novamente faltando apensa 50 segundos para o final, 3 a 3. Este resultado dava a classificação aos paulistas. Mas desta vez a história foi diferente. Com personalidade o Atlântico foi buscar o resultado positivo e, faltando 15 segundos, pênalti para o Galo. Café cobrou e fez. Estava decretado o placar final e a classificação do Galo verde-rubro para a grande decisão da Taça Brasil. Final de jogo em Francisco Beltrão: vitória do Atlântico, 4 a 3.

Divulgação Atlântico

Atlântico na final da Taça Brasil