Conjunto e trabalho, duas palavras que não saem da boca do goleiro Deivd quando questionado sobre o grupo da Copagril. Natural de Toledo, também no Paraná, o goleiro que passou por Cascavel, Corinthians e Intelli, voltou ao futsal paranaense na cidade de Marechal Cândido Rondon este ano, após chegar à final da LNF em 2015 com o time de Orlândia.

Divulgação Copagril

Goleiro Deivd

E se para Deivd Charles de Souza, 27, “dinheiro não é tudo”, apenas ficar perto dos familiares também não foi seu único motivo para escolher a Copagril como destino na temporada 2016, já que confessa ter escutado outras propostas. Mas, segundo ele, “conhecer a estrutura, qualidade da equipe, jogadores, a empresa por trás do projeto e toda a direção”, pesaram como argumentos definitivos. Mas, “ficar do lado da família, de pai e mãe é bom às vezes”, confessa.

Os objetivos do clube são claros, levantar o nome da instituição no futsal brasileiro, buscando jogo a jogo a conquista dos campeonatos que disputa, tanto a Série Ouro do estadual, quanto a Liga Nacional. Sem medo dos desafios ele admite que o clube não disfruta da realidade de outros, que podem contratar jogadores já consagrados. Porém aponta como forte do time o planejamento da comissão técnica, que preteriu alguns torneios de início de ano e focou na preparação física, e a vontade pessoal de cada atleta em atingir patamares maiores na carreira.

Divulgação Copagril

Alongamento

A aposta para atingir os ambiciosos projetos do clube este ano é manter a postura “letal” incorporada contra o Floripa, quando o time paranaense foi contundente e venceu na casa do adversário por 3×6. “Nesse jogo a gente foi letal ofensivamente em conjunto com a marcação forte”, explica. “A gente sabia que ia ser difícil jogar lá, ao lado da torcida deles, motivados por ter tirada uma candidata ao título (ACBF)”.

Ele alerta “que está tudo aberto”, em virtude do “segundo tempo das quartas de final”, para o qual a Copagril já se prepara. “Se tivermos com a mesma pegada do primeiro jogo, temos grandes chances de passar para a semifinal”, conclui.

Invicto em casa

“A maioria não acreditava, mas a gente sabia que podia ir longe (na competição). Com o passar dos jogos os torcedores ficaram bem motivados e a diretoria também passou a acreditar mais na gente. Traçamos bem os objetivos que dentro de casa a gente ia fazer diferente, teria que impor o nosso ritmo, independente de quem fosse. Porque sabemos que fora é difícil, então que se fizéssemos o nosso dever de casa, com certeza a gente classificaria com uma boa pontuação. Esse conjunto entre diretoria, comissão técnica e torcida fez com que a gente crescesse… torcedor nos empurrando, ginásio sempre lotado, mais a motivação dos atletas, que estão com essa sede de chegar a final”.

Carina Ribeiro

Copagril ainda não perdeu em casa

Goleiro artilheiro da LNF com 3 gols

“A gente tem treinado muito essa bola. Eu tenho facilidade no chute e no passe e os jogadores tem confiança um no outro. Sempre jogo para tentar acertar, mas nem sempre acerto. Contra o Guarapuava o Marcão foi feliz em acertar um chute (nas oitavas de final, depois de defender chute do Deivd), a bola ia para fora ainda e eu que acabei colocando para dentro. Fiquei com receio de bater na trave, tanto que acabei caindo dentro da sala do supervisor(risos). A gente trabalha muito essa bola, tem dado certo, mas tem que ter a responsabilidade de saber a hora certa de finalizar ou de dar o passe”.

Jogo de volta

06/11 DOM | 12:00 | #COPxFLO | Marechal Cândido Rondon/PR