Uma das potências do futsal mundial, o Brasil disputará a modalidade que estreia nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires, com dois objetivos: ficar no lugar mais alto do pódio e ajudar a fazer do torneio uma vitrine para que o esporte, enfim, entre no programa olímpico adulto.

Divulgação Conmbeol

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A modalidade não estará na Olimpíada de Tóquio, em 2020, mas o fato de ser colocada nos Jogos da Juventude – entrou na vaga do futebol de campo – é visto como um sinal de que o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Fifa começam a olhar o futsal com outros olhos.

“Não tenho dúvida de que é um pontapé inicial”, afirma José Alexandre Cardoso, o Barata, chefe da equipe brasileira de futsal nos Jogos de Buenos Aires. “Há um apelo grande na modalidade, e vão aproveitar este evento para experimentar, saber o tamanho da adesão, do apelo do público e da parte técnica.”

A competição na Argentina será disputada por dez equipes, que foram divididas em duas chaves. O Brasil está no Grupo B, ao lado de Irã, Ilhas Salomão, Costa Rica e Rússia. Na Chave A estão Argentina, Egito, Panamá, Iraque e Eslováquia.

Por ser uma disputa entre seleções de base – os jogadores têm entre 15 e 18 anos apenas -, é difícil apontar quem são os favoritos em função de ser muito raro confrontos entre países de diferentes continentes.

“Temos uma ideia de como os rivais jogam. A gente faz um exercício de pensamento a partir das seleções adultas, mas é preciso fazer um adendo: nas equipes europeias, principalmente, têm muita inclusão de brasileiros. Na base não tem, são nacionais puros”, diz o técnico da seleção, Daniel Júnior.

O técnico diz que o Brasil precisa mirar uma medalha. “Como Brasil, a gente tem necessidade de estar no pódio”, pondera. “É a primeira vez do futsal brasileiro na competição. Ficamos um pouco sem ter como mensurar tudo, mas não podemos fugir da responsabilidade de que temos o melhor futsal do mundo.” O Brasil foi campeão mundial em 2012.

TIME – A organização permitiu a convocação de apenas dez atletas, quando em geral os técnicos trabalham com um grupo de 14. Em função disso, Daniel Júnior teve de se adaptar à escolha dos meninos.

Ricardo Artifon

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“Nossa ideia foi trazer jogadores que fazem mais de uma função, para poder variar os quartetos. Trouxemos um beque que joga também de ala, um pivô que atua de ala, para fazer os quartetos mais versáteis”, diz.

A seleção é formada por jogadores do Minas, Corinthians, Pulo do Gato (SP) e do Palmeiras. E os atletas estão confiantes. “É um campeonato que nem o Falcão (ala do Magnus, eleito quatro vezes o melhor do mundo) teve a chance de disputar. Queremos ganhar por ele e por todos que gostariam de estar no nosso lugar”, diz Caio Carioca, ala do Minas. “Ouro, quero ouro. Só quero o ouro”, completou Yuri, beque e ala do Pulo do Gato.