A belíssima história de Falcão na seleção brasileira está muito próxima de um ponto final dentro da quadra. O maior craque do futsal de todos os tempos disse recentemente que seu futuro é incerto e que no máximo até fevereiro conversaria com o técnico PC de Oliveira sobre a possibilidade de continuar – o papo formal ainda não aconteceu. O veterano de 39 anos se colocou à disposição da seleção, mas ele muito provavelmente não fará parte deste próximo ciclo. A nova comissão técnica tem muito respeito e admiração por Falcão, porém pensa que o momento é de renovação e de dar chance a atletas mais jovens, conforme apurou o GloboEsporte.com junto a fontes ligadas à situação.

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Falcão recebe o prêmio pela brilhante carreira

Com isso, ganha força nos bastidores a possibilidade de a CBFS (Confederação Brasileira de Futebol de Salão) convidar Falcão para ser uma espécie de embaixador da seleção brasileira. A ideia inicial é que ele faça algumas viagens com a delegação para competições e amistosos, chegando antes para ajudar a promover os eventos. Além disso, ele deve ganhar como reconhecimento um grande jogo festivo de despedida.

Em entrevista à reportagem, o técnico PC de Oliveira não confirmou o fim do ciclo de Falcão na seleção, mas deu a entender que é isso que deverá acontecer.

– Ele é uma instituição. Você tem que tratá-lo com o respeito que merece pela história que construiu dentro do esporte e pessoalmente. E é uma história muito bonita, que precisa ser respeitada. Mas aqui a gente está falando de reconstrução e de um novo ciclo na seleção. Como estamos investindo tudo nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2018, que terão futsal pela primeira vez, e com jogadores sub18, a reconstrução para nós também é renovação. É manter uma base específica de jogadores com certa experiência, com os mais novos chegando. Acho que esse é o importante do projeto que estamos construindo neste momento.

O grande objetivo do Brasil é retomar a hegemonia no futsal, principalmente após ter tido no ano passado sua pior campanha na história dos Mundiais ao cair nas oitavas de final para o Irã, com foco maior no Mundial de 2020. Logo após a competição, Falcão afirmou que aquele provavelmente seria sua última Copa do Mundo por acreditar não ter condições de disputar outra aos 43 anos. Com cinco participações, o camisa 12 soma dois títulos (2008 e 2012), duas Bolas de Ouro FIFA e 48 gols, número que lhe dá o status de maior artilheiro da história do torneio.