A edição 2020 da LNF seria simbólica pelos 25 anos de uma competição consolidada, marcada pela competitividade entre os participantes. A pandemia do coronavírus, no entanto, alterou a programação de todos os envolvidos no torneio que teve seu formato adaptado, com menor espaço de tempo para disputa dos jogos até o final do ano. A reorganização de quem comanda as equipes, por óbvio, também precisou ser revista. Três clubes, nesse cenário, possuem algo parecido. Enquanto Praia Clube e Umuarama retornam a disputar a Liga esse ano, o time da capital federal está debutando na atual temporada.

Marcelo Laitano

Banana comanda o Brasília nessa temporada de estreia da equipe na LNF

“A pandemia afetou o mundo todo e o esporte também. O nosso projeto é apenas com garotos da região de Brasília e cidades satélites. É uma equipe com jogadores que nunca jogaram a Liga Nacional e isso dificulta bastante”, analisa Banana, treinador do Brasília.

Da região centro-oeste do país, o Praia Clube retorna em 2020 com a responsabilidade de representar o nome do tradicional clube de Uberlândia no cenário dos esportes de quadra.

“Voltar à LNF era um sonho de todos nós praianos. Temos muito orgulho de disputar a competição novamente depois de nove anos fora. Não faltará esforço para representarmos o clube na LNF. Ela exige muito.” destaca o experiente técnico Morcego.

Cairo César

Morcego é o técnico do Praia Clube nesse retorno à LNF

Se o Praia Clube ainda não vive o seu melhor momento na competição, com apenas um resultado positivo, o contrário é possível dizer do Umuarama. O time que leva o nome da cidade paranaense desponta até agora como líder da chave C, onde está o Pato, atual bicampeão da competição.

“O desempenho está acontecendo devido ao forte trabalho que desenvolvemos no decorrer do tempo, mas claro que os resultados que obtivemos até agora estão sim um pouco acima do esperado”, admite o comandante Nei Victor.

Mesmo regionalizada, a LNF reserva desafios fora de quadra. Viagens e deslocamentos longos somadas ao calendário apertado – o campeonato iniciaria em março e iniciou em agosto – obriga as equipes a se sacrificarem em determinados momentos. Quem está conhecendo essa nova realidade, acaba sofrendo mais, como explica o técnico Banana.

“A nossa pretensão sempre foi chegar o mais longe possível, mas estamos com dificuldade pela falta de vivência na competição. A nossa posição indica que podemos sim lutar pela classificação para a fase seguinte”. O Brasília divide as últimas colocações do grupo A, junto com o Praia Clube, que venceu a primeira partida na semana passada diante do São José, para alívio de quem é responsável pelos resultados.

“Foi muito importante para a equipe respirar e ganhar, ter tranquilidade para ir adiante. Com certeza a confiança aumenta e com o comprometimento que temos, vamos fazer grandes jogos. Essa vitória nos tirou uma carga grande. E por ter sido dentro de casa, dá mais gosto de comemorar”, afirma Morcego.

O caminho até a fase eliminatória está perto da metade. Ainda falta muito para que os objetivos sejam alcançados. Quem vem superando as adversidades desde a preparação totalmente adaptada durante a pandemia, considera tão duro quanto foi aquele período, permanecer entre os melhores até o fim.

Diego Ianesko

Nei Victor é o treinador responsável pela boa campanha do Umuarama na competição

“As duas coisas são muito difíceis, a preparação sem ter datas definidas e não podendo realizar amistosos para se corrigir falhas e conseguir entrosamento é muito ruim, e manter os resultados daqui para frente vai ser ainda mais difícil, pois os clubes agora virão ainda mais precavidos e já meio que conhecendo a forma da AFSU atuar”, encerra Nei Vitor, do surpreendente Umuarama.

O próximo desafio do Umuarama na competição será, fora de casa, contra o Tubarão, amanhã às 17h, com transmissão da LNFTV. Já o Praia Clube encara o líder Magnus, sábado às 15h, também com transmissão da LNFTV. O Brasília volta a jogar dia 05/10, às 18h, contra o Minas. A LNFTV transmitirá o duelo.