Para não deixar a ‘peteca’ cair, o jeito é se reinventar. Partindo deste princípio em meio a pandemia, a Assoeva, a exemplo de muitas outras equipes coletivas, tem buscado alternativas para manter os atletas em ativa. Treinos por videoconferência são a bola da vez.

A apresentação do grupo de jogadores foi dia 10 de fevereiro. Antes de começar as atividades físicas de forma mais específica, a equipe disputou um torneio gaúcho – Copa Três Coroas – e que contou com a participação de mais duas equipes da Liga Futsal (Cascavel e Pato). Após o torneio onde ficou na quarta posição, vieram os trabalhos físicos de forma mais intensa. As atividades coletivas no ginásio Poliesportivo nos turnos manhã e tarde foram interrompidas dia 20 de março.

Conforme explica o preparador físico da Assoeva, Ricardo Vilasboas, num primeiro momento foi repassado para cada atleta a atividade a ser seguida em casa.

Ele ressalta que essa foi a melhor forma encontrada em meio ao começo da pandemia até pelo fato de evitar o contato entre os atletas. O formato do trabalho se desenvolveu até a metade de abril e começo de maio. “Depois sim evoluímos consideravelmente. Veio uma nova etapa, ou seja, os trabalhos em vídeo”, disse o profissional.

Vilasboas declarou que o intuito deste trabalho, principalmente os físicos, são para a manutenção do atleta em relação parte física. “Serve para não deixar o atleta muito tempo parado e com muito tempo ocioso, até porque um atleta de alto rendimento precisa justamente disso, ou seja, estar sempre em atividade.”

Nessa nova etapa de videoconferência, Vilasboas passou a planejar os trabalhos da seguinte forma: uma vez por dia, sendo que três vezes na semana os trabalhos são em videoconferência em conjunto – mas com cada atleta em sua casa.

Ricardo reforça que a evolução foi não só pela qualidade do treinamento em relação a mandar o trabalho e o atleta enviar vídeo de volta, mas principalmente pelo aspecto psicológico. “Pelo aplicativo do videoconferência todos os jogadores passam a se ver. Assim podem conversar. São dois a três minutos de descontração e depois seriedade. O treino ‘flui’ de uma forma que agrada a todos. Foi um teste que avaliamos como positivo já no primeiro encontro de todos e por isso optamos por intensificar as atividades desta forma”, declarou .

Profissional na área desde 2017 onde começou na AMF, de Marau, Vilasboas relata que realiza primeiramente a atividade em casa. “O passo inicial é gravar o treino com a sequência de cada exercício. Explico como vai ser e por fim edito o vídeo. Por último envio no grupo WatshApp dos atletas. Assim já sabem de forma antecipada como vai ser a atividade seguinte. A intensidade, as séries, repetições vou repassando através do vídeo quando todos estão de forma conjunta”, explica.

Parte do material para que os atletas possam realizar as atividades o clube disponibilizou – peso, mini band, demarcador – mas adaptar muita coisa não foge à risca.

“Quem não tem demarcador pode usar um par de tênis. O próprio bastão da vassoura tem como utilizar em algumas atividades. Cadeiras e bolas também fazem parte do material que pode ser utilizado em algumas atividades. Estamos é nos reiventando para justamente realizarmos alguns trabalhos mais criativos,”, completa.

São realizadas atividades que possam contribuir nesse momento para que os atletas não fiquem parados e que gere principalmente uma manutenção física para que o dano, quando todos voltarem as atividades normais, não seja maior.

Clubes gaúchos já acenam no possível retorno gradativo dos trabalhos com os atletas no ginásio. Na Assoeva ainda não se tem uma data para isso. “A direção nos repassa que está muito atenta aos decretos e que qualquer novidade irá nos comunicar. Estamos no aguardo sim pelo retorno o mais breve possível,”, conclui Ricardo Vilasboas.

 

O profissional

Ricardo Vilasboas, 29 anos, é natural de Soledade.

A carreira pode ser vista por muitos como curta, porém, de muito destaque.

Em 2017, pela Associação Marauense de Futsal (AMF), de Marau, Ricardo foi campeão da Série Bronze.

Em 2018 conquistou o vice-campeonato da Série Prata.

Em 2019, ainda pela AMF, a equipe chegou na fase semifinal da Série Ouro da Liga Gaúcha de Futsal.

Em 2020, Vilasboas pretende pela Assoeva colocar em seu currículo novas conquistas, quem sabe até em âmbito nacional.

 

Divulgação Assoeva

Vilasboas orienta de casa as atividades por videoconferência