Se ganhar do seu maior rival já é bom, imagina ser campeão mundial em cima dele e na casa dele com o ginásio lotado. Foi exatamente isso o que aconteceu no Mundial de Futsal de 1996, disputado na Espanha. Comandado pelo craque Manoel Tobias, então com 25 anos, o Brasil chegou ao seu quinto título de campeão do mundo – o terceiro na Era Fifa – ao bater a Espanha por 6 a 4 no dia 8 de dezembro de 1996.

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Seleção campeã mundial de futsal de 1996

O eletrizante duelo entre brasileiros e espanhóis, realizado há 24 anos em Barcelona, é o tema do quarto episódio do Especial SporTV Futsal. A decisão será reexibida neste sábado, às 11h, no Canal Campeão.

– Aquela final para mim foi emocionante, porque estávamos jogando fora de casa, na casa da seleção espanhola e com quase 17 mil pessoas contra. Mas a gente tinha uma certeza: que a gente tinha a melhor equipe. Tive o privilégio de jogar com craques como Choco, Fininho, Danilo, Vander Iacovino, Serginho, Sandrinho, Márcio, Vaguinho, Djacir… Enfim, é uma seleção impecável, que bateu vários recordes naquele Mundial – comentou Manoel Tobias.

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O Brasil venceu o Mundial de 1996 com uma campanha quase perfeita. Na primeira fase, vitórias sobre Bélgica (5 a 2), Cuba (18 a 0) e Irã (8 a 3). Na segunda fase, o time verde-amarelo bateu o Uruguai (5 a 2), empatou com a Ucrânia (2 a 2) e goleou a Holanda por 5 a 1. Na semifinal, a vítima foi a Rússia, derrotada por 6 a 2 pelos brasileiros.

Restava a Espanha, que ainda não havia sido campeã do mundo – a Fúria levantaria o caneco em 2000 e 2004. Jogando com personalidade, a equipe do técnico Takão começou a decisão abrindo 2 a 0, gols de Danilo e Choco, este segundo um golaço com direito e drible desconcertante em um defensor espanhol.

Ainda no primeiro tempo, o espanhol Pato bateu cruzado, a bola desviou em Márcio e foi morrer no fundo do gol brasileiro: 2 a 1. Só que, pouco depois, o mesmo Márcio se redimiu, definindo o placar da etapa ao aproveitar um rebote dado pelo goleiro Jesús Clavería.

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Choco marcou o segundo gol brasileiro na decisão

 

O segundo começou com um gol contra de Manoel Tobias em lance de pura infelicidade. O Brasil não se abateu e fez 4 a 2 na sequência numa cobrança de falta perfeita do fixo Danilo. A Espanha não se entregou e diminuiu novamente, aos seis, com Vicentín. Aos 17, porém, Vander Iacovino marcou o quinto deixando o Brasil muito perto do título.

No minuto final, o mesmo Vicentín balançou a rede novamente, dando um fio de esperança aos espanhóis. Só que, logo após a saída, Manoel Tobias tratou de fazer linda jogada individual e fechar o placar da decisão em 6 a 4 a favor dos brasileiros.

– Nossa seleção tinha uma intensidade incrível para atacar. Defendíamos bem também, mas o grande êxito daquele time era que a gente não parava de atacar, a intensidade era grande. Foi um título com muito brilhantismo e nós merecemos essa vitória difícil contra a seleção espanhola dentro do seu país. Eu digo com toda certeza, que essa seleção é muito parecida com a seleção brasileira de futebol de 1982, que infelizmente não ficou com o título – finalizou Tobias.

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