Arte LNF

Estudo realizado pelos fisioterapeutas das equipes da LNF mapeou todas as lesões durante a temporada

O total de 219 lesões, uma média de 12 por equipe, foi registrado em atletas de alto rendimento durante a última edição da Liga Nacional de Futsal. Os dados foram levantados pelos fisioterapeutas dos clubes participantes da maior competição do futsal brasileiro. Os profissionais trabalham em parceria desde fevereiro de 2018, com o objetivo de registrar as lesões mais comuns e de que forma elas ocorrem, além de focar no programa de prevenção.

As lesões mais frequentes na LNF 2018 ocorreram na coxa, posterior ou anterior, com 25.6%. Na sequência, com 17.9%, vieram as lesões no joelho, seguidas pelas lesões na perna, com 12.8%. “A gente considera as lesões na perna sendo abaixo da articulação do joelho até o tornozelo. Então, lesões na panturrilha, canela, tíbia, fíbula, por exemplo, entram nessa porcentagem da perna”, explicou o fisioterapeuta do Minas, Felipe Pereira.

Segundo o fisioterapeuta do Magnus, Renan Luiz Fernandes, por conta das estatísticas que apontaram a coxa como segmento mais acometido por lesões, o trabalho segue focado na prevenção. “Torna-se necessário uma intervenção no sentido de manter o equilíbrio biomecânico levando em conta a individualidade de cada atleta”, comentou.

O controle dos fisioterapeutas da LNF também aponta as lesões no tornozelo em quarto lugar, com 11.9%. As lesões podem variar entre as competições, atletas e países. “Ao contrário do Brasil, no Irã, por exemplo, as lesões no tornozelo são as mais comuns em atletas de futsal. Isso se deve também ao estilo de jogo e a estrutura física dos atletas”, comparou Felipe.

Na LNF 2018, 9.2% das lesões ocorreram no pé, enquanto 6.0% no púbis (virilha), 5.0% no quadril, 3.2% na região lombar, 2.3% no tronco e 1.8% no ombro.

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Os jogadores que atuam nas alas, esquerda e direita, foram os que mais se lesionaram na LNF2018

Os alas foram os atletas que mais sofreram lesões na LNF 2018, com o total de 96 e representando 44%. Ao todo, 51 lesões foram registradas em pivôs. Os jogadores da frente representaram 23% das lesões, um porcento a mais que as originadas nos fixos. Os jogadores da defesa sofreram 48 lesões. Já os goleiros se machucaram 24 vezes, com o total de 11%.

O fisioterapeuta Wilson Gomes Júnior, do Jaraguá Futsal, enalteceu a importância do trabalho em conjunto entre os fisioterapeutas. “Tecnicamente, acredito que com esses dados possamos padronizar testes de pré-temporada e adquirir cada vez mais conhecimento pela prevenção das lesões ao longo do ano. Cada clube tem seu método, mas o principal é a parte avaliativa”, disse.

As avaliações de pré-temporada ganham muita importância neste quesito, como explica o fisioterapeuta da ACBF, Cristiano Henzel. “Tentamos diminuir as lesões ao máximo com as avaliações de pré-temporada e com o programa de prevenção, trabalhando a força e mobilidade de forma individual e coletiva. Em alguns casos os trabalhos são diários”, destacou.

Também para o fisioterapeuta do Magnus, Renan Luiz Fernandes, o controle de prevenção é feito junto aos preparadores físicos. “É necessário esse contato com o preparador físico, tendo em vista cada segmento do corpo, estimulando o fortalecimento muscular, treino de coordenação, equilíbrio, para que dessa forma minimizem as chances de alguma lesão”, completou Renan.

A Liga Nacional de Futsal é a maior e mais tradicional competição da modalidade no país. Em 2018, o Pato ficou com o inédito título ao vencer o Atlântico na grande decisão.