Ele foi um dos vários atletas do futsal italiano que teve de parar suas atividades devido ao estouro do surto do coronavírus na Europa.

A Itália, inclusive, é o país com o maior número de mortes causadas pela doença, com mais de 3 mil vítimas e diante disso, jogador de futsal do Signor Prestito, da Série A, se viu obrigado a voltar à sua cidade natal, para perto de seus familiares.

Jhonathan contou detalhes da rotina na Itália após o vírus e como foi o processo de retornar ao Brasil.

“Na Itália, a maioria dos casos se concentrou na região Norte, com apenas sete casos. Eu moro na região sul, em que a situação estava mais tranquila. Mas o campeonato foi paralisado, assim como nossos treinamentos, até dia 3 de abril. Os clubes enviaram os jogadores para casa, porque é uma incógnita se o campeonato vai voltar ou será cancelado de vez”, afirmou o ala.

“Eu passei por dois aeroportos italianos, o de Bari e o de Roma, que fez um exame para testar minha temperatura corporal. Ambos estavam vazios. Já em São Paulo não tivemos nenhum tipo de controle e o movimento de pessoas era muito grande”, relembrou o jogador, que lamentou o descaso das autoridades brasileiras.

“Senti que tive mais risco em São Paulo do que na Itália”.

Mesmo assim, Jhonatan diz que o governo italiano demorou a tomar precauções, o que teria dificultado a contenção da doença.

“As mudanças foram repentinas, todos fomos pegos de surpresa, mas demoraram para restringir muitas situações. Minha impressão é de que eles demoraram a perceber a gravidade do coronavírus”.

Jhonatan, que teve uma breve passagem pelo time principal do Paraná Clube, em 2013, também afirmou que sentiu medo de ser impedido de voltar ao Brasil.

“Essa última semana foi difícil, pois vários voos foram sendo cancelados e tive a apreensão de não conseguir voltar. Minha família estava muito preocupada comigo, mas agora estou em casa” completou o jogador.

Foto Divulgação

Jhonatan Linhares deixou a Itália e retornou ao Brasil